50. VIDA DE ANTÔNIA - PARTE 14: TCHISSOLA - 14.12. O FIM DA GALILEIA

 

 

O FIM DA GALILEIA

 


 
1.    MESSIAS E PROFETAS  





E o Padre Pio pregava ao povo, dizendo,
“Se sois todos cristãos, não há cristãos
em vosso meio, se todos concordais
com cada palavra por mim dita, não
concordais comigo, mas com o discurso
vazio que entra pelas vossas mentes,
 
e aí se instala, e vós o repetis como se
o houvessem compreendido, e bateis
no peito, dizendo, ‘Estivesse eu lá,
e não permitiria que o levassem, fosse
eu naquela noite, não pregaria o olho,
se indagado, não o negaria!’, e encheis
vosso peito de euforia, e não sabeis
 
o que disse o Mestre, ‘Cuidado, para que
ninguém engane vocês. Prestem atenção,
e não fiquem assustados, pois vocês serão
odiados por todas as nações por causa
do meu nome, e a maldade se espalhará tanto,
que o amor de muitos se resfriará, e vão aparecer
 
falsos messias e falsos profetas, que farão
grandes sinais e prodígios, a ponto de enganar
até mesmo os eleitos, se fosse possível, e então,
não acreditem, porque a vinda do Filho do Homem
será como o relâmpago que sai do oriente e brilha
até o ocidente. Onde estiver o cadáver, aí
se reunirão os urubus”, e o povo deixava
 
a igreja, se perguntando, “Qual é o empregado
fiel e prudente? É aquele que o Senhor colocou
como responsável pelos outros empregados,
para dar comida a eles na hora certa. Feliz
o empregado cujo senhor o encontrar fazendo
assim quando voltar. Ele colocará esse empregado
 
à frente de todos os seus bens. Mas, se for mau
empregado, pensará: ‘Meu senhor está demorando’.
Então começará a bater nos companheiros,
a comer e a beber com os bêbados. O senhor
desse empregado virá num dia em que ele não espera,
 
e numa hora que ele não conhece. Então o senhor
o cortará em pedaços, e o fará participar da mesma sorte
dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes”,
e assim redobravam o zelo, e havia os que se entregavam
aos jejuns rigorosos, aos flagelos auto instituídos,
às mortificações mais diversas, e alguns arrastavam
correntes, e carregavam grandes cruzes, e já não sabiam
 
até onde levar a ascese, para que merecessem o céu,
quando chegasse o dono da vinha dizendo, “A todo aquele
que tem, será dado mais, e terá em abundância, mas
daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado, e
quanto a esse empregado inútil, joguem-no lá fora,
na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes”,
 
e esperavam para quando o Filho do Homem “vier
na sua glória, acompanhado de todos os anjos,
quando então se assentará Ele em seu trono glorioso,
e colocará as ovelhas à sua direita, e os cabritos
à sua esquerda”, e o fervor de cada um se multiplicava,
 
sem que Pio se desse conta, mas Eyelo, que assistia
a seu lado, servindo a mesa santa, via, nas bocas
que entoavam aleluias, que alguma nota destoava,
e procurava alertar Pio, mas esse sentia apenas
um enlevo espiritual que se elevava até alturas
onde nunca estivera antes, e onde o desconhecido
parecia espreitá-lo atrás de cada ribanceira,
da densa neblina que se derramava pela escarpa. (1-5-26)
 




 
2.    TOMA TEU LEITO E ANDA  





A comunidade Galileia começava a chamar a atenção,
pois seus fervorosos aderentes se destacavam
por toda parte onde estivessem, e mostravam uma fé
tão poderosa que é como se fossem de outro mundo,
e por vezes chegavam a desprezar os usos e costumes,
alegando não estarem sob a Lei, mas sob a Graça,
 
e assim surrupiavam o ouro dos garimpos, e a prata
dos fazendeiros, e os derretiam para confeccionar
os adereços de sua pequena igreja, e não se sentiam
culpados de pecado algum, pois diziam “oferecer-se
a Deus como pessoas vivas, que voltaram dos mortos,
e que ofereciam os membros como instrumento da justiça
para Deus[1]”, e refugiavam-se depois entre o povo orante,
 
de modo que a igrejinha luzia em outro, prata e pedrarias,
enquanto o Padre Pio vestia-se de andrajos, e celebrava
como em êxtase, e nada lhe importava, pois o que via,
em sua cegueira terrena, ia muito além da beleza
mais rica, e, inocente do que que acontecia, perdoava
a todos quaisquer atos, por mais que infringissem
os cânones religiosos e as leis civis, e em suas homilias
 
falava do paralítico de Bethezda, e recordava o modo
como havia sido curado, tendo tomado o leito e se posto
a andar no dia de sábado, e que os judeus o interpelaram,
dizendo, “É sábado e não te é permitido carregar o leito”,
mas ele, que agora se achava em Graça, havia contestado.
“Aquele que me curou, disse ‘Toma teu leito e anda!’[2]”,
 
e que por isso tinha essa licença, e cada pessoa
em Galileia via-se como o paralítico, e cada qual
se considerava curada, e assim a comunidade crescia
além de todo o razoável, e sua fama se expandia
cada vez mais longe e alcançava até a capital da Província,
onde as autoridades reportavam ao Governador
 
sua preocupação com os acontecimentos, dizendo
que não podiam prever o que aconteceria, se as coisas
prosseguissem nesse ritmo, nesse vórtice, nesse estado,
e o Governo decidiu então enviar alguém para verificar
o que estava acontecendo, para que pudesse avaliar
a situação, e decidir sobre o que fazer, ou seja, se aquilo
deveria se extirpar, por perigoso, e ou, por inocente, ser
apenas mantido sob vigilância e, por assim dizer, tolerado. (3-5-26)
 
 



3.    AMADAS DE MEU PAI  





“Somos mulheres, somos pretas, e pobres,
e poucas, e fracas e temos medo,
que podemos fazer pelos outros,
se mal o podemos por nós mesmas?",
assim Ife e Bintu se questionavam, enquanto
colhiam na horta conjunta os poucos frutos
 
para levá-los à cozinha da estalagem
de Tchissola e Grilo, e rezavam, pedindo
a misericórdia do Senhor, que as salvasse e amparasse,
e não sabiam o que fazer, pois não possuíam
a força e a determinação de Antônia e Eulália,
nem o espírito de abnegação de Eyelo,
que acompanhava Pio em sua louca jornada,
 
e elas olhavam para si mesmas, e buscavam
uma justificativa para a existência
que as conduzisse ao alto, para além
das vicissitudes da vida, onde Cristo as aguardasse
e as tomasse nos braços, e lhes dissesse,
"Sede abençoadas, amadas de meu Pai,
recebam como herança o Reino que meu Pai
lhes preparou desde a criação do mundo[3]”,
 
mas elas ainda lhe perguntariam, perplexas,
Senhor, quando foi que te vimos com fome
e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
Quando foi que te vimos como estrangeiro
e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos?
Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar[4]?”,
 
e então Tchissola falou, “Em nossa caminhada,
oramos para receber o discernimento na luta
contra os pensamentos e as paixões, e pedimos
o dom da Graça, aquele que não vem aos egoístas
e vaidosos, mas se conecta com a responsabilidade,
 
e é fonte de muitas dores espirituais para os que são
dignos do amor de Cristo, que chega a amar
os inimigos, esse Amor que participa do eterno,
da luz incriada e que sente as dores do Hades,
esse Amor que ora por todo o mundo, segundo
o protótipo do próprio Cristo, pois há ocasiões
 
em que não conseguimos conciliar esse Amor
com uma ação pastoral no mundo, e então
é melhor nos retirarmos para o deserto
e nos concentrarmos na oração pelo mundo,
pois a palavra de Deus, como energia, penetra
na pessoa humana e age gradativamente
até levá-la ao altar celestial”. (5-5-26)
 
 


 
4.    OS CONSPIRADORES  





Entrementes, na Capital, os poderosos da vila
usavam de todas as influências possíveis
para transferir todas as suas culpas a Dom Bernardo,
aproveitando-se da loucura do velho bispo
para incriminá-lo em tudo e por tudo, alegando
que ele os mantinha em suas mãos, aterrorizados
pelas ameaças de inferno que fazia (pois, diziam eles,
eram todos fiéis cristãos, devotos e compungidos),
 
e tanto fizeram, que conseguiram o relaxamento de suas penas,
ao mesmo tempo em que cresciam as histórias
sobre a misteriosa Galiléia dos Pobres,
e se seu místico mentor, o Padre Pio, por quem
nutriam o pior dos ódios, de modo
que puseram-se numa campanha ferrenha
para caluniá-lo perante as autoridades, que ao final
decidiram-se por enviar alguém que investigasse
e reportasse exatamente o que estava acontecendo,
 
e assim foi mandado um emissário em missão oficial,
que de lá retornou com notícias alarmantes,
sobre o crescimento da comunidade, sobre os fiéis
fanáticos, sobre os roubos que aconteciam
e até sobre a vida indecorosa do Padre,
amasiado que estava com uma beldade negra,
antiga escravizada do bispo, que agora
mandava e desmandava em tudo com não de ferro,
uma vez que o religioso Pio, conquanto orador poderoso,
estava irremediavelmente cego. (6-5-26)
 




 
5.    A GUERRA  





E as autoridades mandaram à Galiléia um pelotão
e com ele um padre, com ordens
para que fosse desmanchado o arraial, e que todos
retornassem às suas casas, sem mais delongas,
e que Pio renunciasse à sua vida de pecado,
e que fosse conduzido à Capital, na condição
de preso, sob a custódia do Estado,
e que sua concubina fosse vendida em subasta,
para que o dinheiro obtido financiasse a própria expedição,
com ganho para os cofres do Estado,
 
e assim foi feito, e o pelotão chegou à Galiléia dos Pobres 
numa manhã fria, nevoenta e chuvosa, surpreendendo a todos,
pois, segundo as ordens, entraram no arraial atirando,
espalhando pânico entre as pessoas,
que correram para os campos para fugir do tiroteio,
enquanto Pio e Eyelo, ouvindo o barulho e os gritos,
correram a se colocar na porta da Igreja, para onde
muitas mulheres e crianças afluiram
na tentativa vã de se protegerem, mas no meio da neblina
 
já ninguém sabia o que estava acontecendo,
e muitas pessoas entravam sem querer na linha de tiro,
e caíam atingidas, algumas mortas, outras feridas,
e logo o caos se espalhou, entre choros e ranger de dentes,
e Pio, cego e guiado por Eyelo, procurava
por quem estava no comando de tudo aquilo e,
encontrando o comandante da esquadra,
livrou-se de Eyelo e se atirou na direção
de seus gritos, com os cabelos desgrenhados,
brandindo seu bastão, os trajes eclesiais imundos
e rasgados e parou diante dele, com Eyelo a seu lado.
 



 
6.   PIO E O COMANDANTE   





E Pio clamou ao comandante, “Eu falei às claras
para o mundo, sempre ensinei nesse templo, onde todos
se reúnem, e não falei nada escondido. Então, por que
você não me interroga antes de cometer tal desvario?
Pergunte aos que ouviram o que eu lhes falei. Eles sabem
o que eu disse[5]”, mas, ouvindo isso, um dos guardas
que estavam ali deu uma bofetada em Pio e disse:
É assim que se responde ao comandante?”, mas Pio
respondeu: “Se falei mal, mostre o que há de mal.
Mas se falei bem, por que você bate em mim?”,
 
e o comandante retrucou, “Você ensina coisas
às pessoas, que são contra a sagrada doutrina
de Cristo e sobre a criação do homem e do universo!”,
e Pio respondeu, “A vida e a consciência são centrais
no universo, pois a consciência ‘cria’ o universo
material através das leis que o explicam, pois
a inteligência precede a matéria. Assim, o tempo
 
e o espaço são coisas que nós ‘criamos’, mas,
sem eles, continuamos a existir, e isso implica que
a morte é criada pela consciência, e que,
se a consciência fosse criada pelo corpo, ela
desapareceria quando o corpo morre, e assim
toda a existência é uma Liturgia, um ato
psicossomático em que o corpo acompanha
o Espírito, e o espírito acompanha o corpo”,
 
e, ouvindo isso, o comandante recuou, e disse,
“Mas você é o líder dessa gente rústica e ensurdecida”,
ao que Pio respondeu, “O reino que prego não é deste
mundo. Se ele fosse deste mundo, meu povo lutaria
para que eu não fosse entregue às autoridades
da Província, mas agora o meu reino não é daqui[6]”,
 
e completou, “O que busco fazer é ensinar essa gente
a orar, pois a liturgia da oração conduz as pessoas
ao conhecimento de Deus, e o sentido da oração,
é uma subida constante a Deus, uma conversa,
em busca de uma familiaridade, colocando-nos
na presença de Deus, até que chegue a união,
 
pois a oração possui dimensões ontológicas,
na medida em que nos constitui como homens
e constrói nossa hominidade, e ainda dimensões
hipostáticas, pois é ela quem edifica a nossa
pessoa, nossa hipóstase pessoal, infundindo
 
a revivificação à alma adormecida, a sua
purificação, que irá culminar na visão de Deus,
equiparando-nos aos anjos no céu, pois
a oração implica a transcendência das coisas
terrestres, na medida das possibilidades
de cada um, e assim ela vai se elevar desde
 
o nível mais primário, que é como se fosse
um diálogo pessoal consigo mesmo, e daí
subindo para uma espécie de monólogo vazio,
até alcançar a oração contínua, em que ela
se torna presente como a própria respiração,
e então atingir a oração noética, que já não
necessita palavras, e restaura no homem
sua condição de rei, sacerdote e profeta”.
 
 



7.     A MORTE DE PIO 





Ouvindo isso, o comandante disse, “Vejo
que és profeta, irmão Pio, e, ainda que me tenha
sido ordenado, muito me contraria levar-te
preso para a Capital, e peço-te assim perdão,
mas não posso fazer outra coisa, senão
obedecer aos que me enviaram”, e Pio falou,
 
“Deixa então essas pessoas, que mal algum
fizeram, além de buscar o Deus que a religião
que aí está não mostra mais, deixa-os ir,
e que vivam a vida que iniciaram, pois estou
certo de que seguirão o caminho começado”,
e o comandante ergueu a voz em meio à névoa
e ao tiroteio, mas, quando ia ordenar o cessar-fogo,
uma bala perdida atingiu em cheio o Padre Pio,
que desabou aos seus pés, ferido de morte,
 
enquanto Eyelo, com um grito, precipitava-se
sobre ele, protegendo-o com seu corpo,
sem perceber que nela já não havia mais vida,
e em seguida fez-se um silêncio profundo,
e aquietaram-se os gritos, calaram-se os mosquetes,
e até a algaravia dos pássaros se deteve, e o vento
recuou de seu silvo, e tudo ficou estático,
 
e só se ouviam os soluços de Eyelo, abraçada
ao seu amado, e o comandante afastou-a
gentilmente, e tomou o corpo do Padre, erguendo-o
do chão e pondo-o nos ombros, e o levou até
a igreja, crivada de balas, e o depositou ali,
junto ao altar, e toda a multidão afluiu, e mesmo
a soldadesca ficou petrificada, e todo o povo
 
da Galileia, os vivos e os feridos, entoaram
um canto fúnebre, e ali permaneceu Pio por todo
o dia, e as pessoas passavam por ele entre choros,
angústia e ranger de dentes, e ao dia seguinte
o enterraram junto ao altar, e puseram ali uma cruz,
e o comandante mandou que se reunisse a tropa,
e mandou que buscassem Eyelo, pois a ordem
era de que a levassem cativa, para vendê-la
a preço caro, para subsidiar a expedição guerreira
que em tão triste desfecho havia resultado,
 
e trouxeram-lhe Eyelo, que não se separara de Pio
um só instante, e ao vê-la, o comandante não pôde
evitar as lágrimas, e disse a ela, “Mulher, não posso
fazer o que me foi comandado. Tu és muito mais
do que a simples escrava que me foi descrita,
muito mais sublime do que me retrataram, muito
mais pura do que o demônio coberto de pecado
que me fizeram acreditar que sob tua pele negra
existia. Vai-te daqui, és livre, e eu te darei uma carta
 
de perpétua alforria, para que ninguém, em tempo
algum, te possa deter a seu serviço”, e ajoelhando-se
beijou as mãos de Eyelo, e nelas colocou seu próprio
anel, e ordenou que escrevessem o documento,
que assinou com seu sinete, e, feito isso, despediu-se
e se fez ao horizonte com a esquadra, enquanto
o povo assistia, sem saber o que fazer, pois a única
coisa absolutamente certa ali, era que o Padre Pio
já não mais existia nessa terra, e que se tinha ido. (6-5-26)
 
 



8.     O DESMANCHE DO ARRAIAL E O FIM DO QUILOMBO 





Nas semanas que se seguiram, o arraial foi
pouco a pouco abandonado, restando apenas
o túmulo em que Pio estava enterrado, junto
ao altar da igrejinha, e somente os cadáveres
e os urubus ali habitavam, mas os poderosos
da aldeia, vendo o triunfo de seu partido,
convenceram as autoridades de que ali
ainda morava o perigo, e disseram que o arraial
teria que ser inteiramente removido, sem deixar
traço de sua existência, e assim foi decidido,
 
e um novo esquadrão chegou trazendo um canhão,
e um novo comandante ia à frente com a bandeira,
e puseram-se a bombardear a igreja, a praça do mercado,
as casas de pau e barro, e destruíram tudo, até as cercas,
e saquearam o que puderam, e o que não puderam levar,
incendiaram, e caçaram os remanescentes da comunidade
pelos arredores, e os prenderam, e alguns mataram,
e em sua sanha assassina reviraram a terra e o céu,
e não deixaram pedra sobre pedra, mas milagrosamente
não encontraram o jazigo onde Pio descansava, e, por mais
que procurassem, também não encontraram Eyelo.
 
E a notícia da destruição da Galiléia dos Pobres
chegou rapidamente à vila, e Grilo trouxe as novidades,
e Tchissola reuniu as mulheres, e decidiu-se
que o melhor a fazer seria sair dali o mais rápido possível,
e que se dispersassem, fugindo para bem longe,
e Tchissola deu, a cada uma, instruções de fuga,
e lhes falou de um quilombo distante, chamado Guacyra,
enquanto ela própria, junto com Grilo, voltaria
para sua velha tapera, a cavaleiro da vila de Cananéia,
a muitas milhas, a muitos dias dali.







[1] Romanos 6: 13.
[2] João 5: 10-11.
[3] Mateus 25: 34.
[4] Mateus 25: 37.
[5] Cf. João 18: 20ss.
[6] Cf. João 18: 36.

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